quarta-feira, 28 de maio de 2008

Atualização 2

Cena clássica: em busca do cadáver perdido



Lembrei de algo que, talvez, possa ser interessante. Segunda-feira eu assisti pela cagagésima vez o Conta Comigo, de 1986. Puta filminho bom! Saudade da sessão da tarde, da minha adolescência, de não fazer nada de tarde...Enfim, dessas coisas tolas que hoje fazem falta.
Acho essa história muita boa. Quatro piás resolvem sair em busca de um cadáver de outro guri da idade deles que teria sido atropelado por um trem. Mas o mais legal são as descobertas pelo caminho, a afirmação da amizade. Na boa. Piegas, but true, saca?
No trajeto em busca do presunto, o praguedo acaba passando por uma lição de parceria. E o que mais me chama atenção nesse longa é que rola uma espécie de identificação. Quando eu era juvenil, há muitos e muitos anos, era meio nessa pegada. Quando se juntava a galera, todo mundo ficava tirando onda um da cara do outro (ok ok, isso acontece até hoje!), tinhas uns papos meio de criança meio de hominho (tipo, conversa sobre mulher e sobre a coleção do Rambo sem esforço para trocar de assunto) e outros lances desse tipo. E tudo acabava em diversão.
Isso sem falar nos personagens. Toda turma tem um corinho (o que mais sofre), o metido a brigão, o inteligente e o sem futuro. No entanto, com o passar dos anos, às vezes, nem todos assumem suas respectivas funções. É muito comum o "demonhozinho" se dar bem e o inteligente levar uma vidinha bem mais ou menos. Com a galera que andava não foi diferente.
Mas, c'est la vie!

Deixando a nostalgia de lado, descobri uma novidade enquanto assistia ao filme. Ele é inspirado num livro do Stephen King chamado The Body (O Corpo). Caralho maluco, dizer que durante todos esses anos ninguém me avisou porra nenhuma! Nem mesmo um mísero telefonema só pra dizer: "ei, homero, tá ligado que o Conta Comigo é inspirado num livro do Stephen King?". Foda, mano, foda. Fiquei DE CA-RA! E o pior ainda estava por vir. Fui contar pra Tati (minha estimada colega de trabalho) e a maldita já sabia! Putaquiuspariu! Me senti meio mulher traída.
Tá, chega de ficar ensebando aqui. Só mais uma coisa: (se você não viu o filme, não leia o que vem na sequência, vou comentar sobre o final do filme e precisarei contá-lo)

Espaço

Reservado

Para

Quem

Não

Viu

O

Filme

Desistir

De Ler

O

Que

Será

Escrito


Bom, se você chegou até aqui já deve ter visto a trama ou não se importa de saber o final antes de assistí-lo.

Aí vai:
Bueno, in the end, como diriam os ingleses, o Gordie, que é o personagem inteligente, acaba se tornando escritor e descobre que o Chris, que era o malandrão, virou adeva (advogado, pra quem não sabe) e foi assassinado num bar tentando apartar uma briga.
Dae, ele escreve na tela de um computador (jurássico, diga-se de passagem) que as amizades que fazemos quando temos 12 ou 13 anos nunca mais se repetem. E eu concordo. Nunca vou esquecer dos amigos que tive nessa época da vida. São poucos os que ainda mantenho contato. Acho que com o passar dos anos a gente vai tendo outros interesses e as amizades enfraquecem por conta das afinidades em comum e dos objetivos que temos pra vida. Entretanto, tenho brothers desse período que são inesquecíveis, bem como situações que a gente passou junto.
Todavia, passou. Está registrado num lugar especial da memória e gravado no coração.
Só que depois de refletir eu fiquei pensando cá com meus botões se as amizades feitas depois de velho (nem tanto, por favor) eram tão diferentes assim. Acabei descobrindo que talvez não.
E esse um ano em que estou convivendo com a família Diário de Santa Maria foi deveras fundamental pra eu descobrir isso (mim não faz nada, não esqueçam as aulas de português). Sou muito grato por poder conviver com essas pessoas desde o dia 27 de maio de 2007. Pois é, já faz um ano! Com essa galera, eu até sinto como se tivesse meus 13 aninhos de idade.
Luv ya all muthafuckas!

3 comentários:

TatiPy disse...

Sobre ser mulher traída, uma piadinha
- Não se jogue do prédio em função da decepção. Você tem chifres, não asas!

huahuahuahuahuahua

Agora, uma música brega:
"Amigos para sempre é o que nós iremos ser, na primavera ou em qualquer das estações..."

We love you too

Pomada Elétrica disse...

vou encaminhar ontem um pedido de aumento de salário pra ti ô baba ovo.
huahua!
nós tb te amamos homero.

nós o cacete pq eu sou cabrón mermão.

eu te consideeeero!

Fran Rebelatto disse...

Nós te amamos Homero....e eu te considero por que vc é assim descobre as coisas quando todo mundo já sabe...heheh...me identifiquei...entendiiiii...

Besos...